MCMV contratou 23 mil moradias no Amazonas entre 2023 e 2025

29/01/2026


O programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) contratou cerca de 23 mil unidades habitacionais no Amazonas entre os anos de 2023 e 2025, com investimento estimado em R$ 3,1 bilhões. Apesar do volume expressivo de contratações, o déficit habitacional no Estado ainda é considerado elevado, o que reforça a importância de políticas públicas contínuas voltadas à habitação de interesse social.

As informações foram destacadas em matéria publicada nesta semana no Jornal A Crítica, que abordou o desempenho do programa no Amazonas e seus reflexos no setor imobiliário local.

De acordo com a reportagem, mesmo com o avanço nas contratações, o Amazonas ocupa posição intermediária no ranking nacional de unidades habitacionais do MCMV. Estados como São Paulo, Minas Gerais e Bahia concentram volumes significativamente maiores, evidenciando que ainda há espaço para ampliação do programa na Região Norte.

Para o presidente da Ademi-AM, Henrique Medina, a retomada e o fortalecimento do Minha Casa, Minha Vida têm impacto direto no crescimento do mercado imobiliário amazonense, especialmente nas faixas de renda mais baixas.

“O governo federal ampliou o teto de renda das famílias, o que permite que mais pessoas tenham acesso ao financiamento habitacional. Isso impulsiona o setor imobiliário e amplia as oportunidades de aquisição da casa própria”, destacou Henrique Medina na reportagem.

Segundo ele, além do impacto social, o programa também movimenta a economia, gera empregos e estimula a cadeia produtiva da construção civil. No entanto, Medina reforça que o déficit habitacional ainda é um desafio estrutural, que exige ações integradas entre governos, iniciativa privada e entidades representativas do setor.

A matéria também ressalta que, embora o volume de unidades contratadas seja relevante, o crescimento populacional e a demanda reprimida por moradia no Amazonas indicam a necessidade de novos investimentos, ampliação de incentivos e continuidade das políticas habitacionais, especialmente voltadas às regiões que historicamente enfrentam maiores dificuldades de acesso à moradia.