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11 de julho de 2016

Folha de São Paulo, Julio Lamas, 11/jul

Os "poshtels" - conjunção de "posh" (gíria em inglês para chique) com hostel- têm atraído investidores de olho nos hóspedes que querem a interação e os preços do ambiente de uso coletivo sem ter de abrir mão do conforto dos hotéis.

"Oferecemos a experiência descontraída do hostel com um padrão mais elevado, roupa de cama de qualidade, colchões mais confortáveis, arcondicionado e um bom chuveiro", diz o consultor Diego Mariz, que abriu o Bee.W Hostel há três anos, na Bela Vista, centro de São Paulo.

Mariz explica que a aposta no hostel boutique foi para se diferenciar da concorrência. Ele e mais três sócios investiram R$ 700 mil, valor já quase recuperado, segundo ele.

Os quartos possuem decoração temática, como da Índia e da Amazônia, e acomodam até dez pessoas. As camas têm luminária de led para leitura, tomada e armário individuais. As diárias variam entre R$ 60 e R$ 245.

"De fato, nunca será muito luxuoso dividir um quarto com outros, mas quem fica num hostel quer interação. O verdadeiro diferencial é ter um espaço agradável e confortável para isso", diz Mariz.

Esse tipo de empreendimento alia preços mais baixos da hospedagem coletiva com ambientes projetados por arquitetos, móveis de design, bar gourmet, além de maior atenção à limpeza.

As diárias dos "poshtels" custam de 10% a 25% mais que a sua versão menos luxuosa, segundo Tania Cruz, diretora da plataforma PoshPacker, que avalia hotéis e hostels boutique.

Cruz diz que, apesar do maior investimento necessário, esse modelo de hospedagem tem se consolidado como alternativa mais rentável.

"A maioria dos hostels não passa do terceiro ano. Uma cama melhor e um banheiro limpo são decisivos. Barato não precisa ser sinônimo de baixa qualidade. Os empresários que entenderam isso são os que estão sobrevivendo", afirma ela.

PERFIL EXECUTIVO

Um dos locais bem avaliados pela Poshpacker é o Hostel Brasil Boutique (HBB), fundado em 2013 pela administradora Alessandra Bossi, na Vila Madalena, zona oeste de São Paulo.

Segundo Bossi, o conceito "design" foi escolhido após mapear a concorrência no bairro, bastante procurado pela vida noturna agitada.

"A maioria dos hóspedes, apesar de gostar do clima de hostel, sente falta de pequenos mimos, como poder ter alguma privacidade", afirma.

Nos quartos coletivos, com diárias a partir de R$ 50, há camas "casulo", nas quais os hóspedes podem se fechar.

"A limpeza é algo notado também. Os banheiros são constantemente desinfestados com alvejante e higienizados industrialmente", diz.

Os jovens viajantes ainda são a maioria entre os hóspedes do HBB, mas de 30% a 40% dos clientes são executivos ou funcionários de empresas que fecham os quartos para eventos.

"Atraímos mais executivos autônomos e estudantes do que mochileiros", diz Bossi.

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