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Preço de terreno cai e atrai construtoras

23 de junho de 2016

Folha de São Paulo, Mercado, 23/jun

Construtoras focadas na classe C estão acelerando a compra de terrenos nesta crise para aproveitar tanto o preço mais baixo quanto a possibilidade de obter condições melhores de pagamento.

Companhias como MRV, Tenda e Cury/Plano&Plano afirmam que o preço do metro quadrado, cerca de 10% menor que há dois anos, torna este momento ideal para repor estoques e se preparar para quando a procura por lançamentos voltar.

A MRV Engenharia, líder do segmento, vai aplicar R$ 250 milhões do seu caixa neste ano para equilibrar o seu estoque. A companhia tem um banco de terrenos com potencial de construção de 237.946 unidades, no valor de R$ 36,3 bilhões.

RECUPERAR ESTOQUE

"Nosso foco são cidades com população acima de 500 mil habitantes. Temos que equilibrar o nosso estoque para quando o mercado voltar aos níveis de lançamentos de antes da crise", afirma o presidente da MRV Engenharia, Rafael Menin.

A Tenda Engenharia está aplicando mais em cidades onde precisa aumentar o número de lançamentos.

"Está de fato bom para comprar terreno. E estamos investindo no aumento de nosso estoque desde 2013", diz o CFO Felipe David Cohen.

A Tenda, que atua nas cidades de São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Salvador, fechou o primeiro trimestre deste ano com um estoque de R$ 4,7 bilhões em banco de terrenos, um potencial de 33 mil unidades.

BARGANHA

Cohen não revela o volume de investimentos da companhia, mas ressaltou que há maior poder de barganha na hora do pagamento.

"Conseguimos prazos mais longos do que dois anos atrás. Essa é a principal mudança na compra de terreno", disse, sem revelar em quanto tempo se paga um imóvel.

Ele acrescentou que em 80% das transações a companhia usa recursos do caixa nas compras.

PERMUTAS

Já na Cury/Plano&Plano, unidade do segmento econômico da Cyrella, a modalidade mais usada é a permuta: quando o prédio fica pronto, a construtora entrega apartamentos ao dono da área.

Condições melhores de pagamento também tornam negócio mais atraente para companhias do setor.

"Nesse segmento, não podemos pagar muito pelo terreno, pois, não teremos margem na hora de vender o imóvel. O preço tem de ser justo."

Neste ano, a Cyrella já comprou quatro terrenos, todos em permuta. "Dependendo do local, estão mais baratos do que há alguns anos. A hora de investir é esta", diz o CFO da Cyrella, Eric Alencar.

A companhia tem em estoque cerca de R$ 50 bilhões para os próximos lançamentos da empresa, tanto no segmento econômico como no de média e alta renda. O banco corresponde a 19 milhões de metros quadrados de área útil comercializável.

De acordo com dados da Embraesp, foram lançadas 40.177 unidades na região metropolitana de São Paulo no ano passado. Em 2010, o melhor ano em lançamentos, as construtoras ofereceram ao mercado 70.781.

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